30.3.07

Série Poetrix

Aviso nos computadores

Avisos nos computadores:
há vírus nos computadores;
há vivos com puta dores.

sábado. 22.set.2007


Ai meu Deus, e eu nem vi!

O espaço é cada vez mais curto
e vai se atualizando; atualizando em tempo real!
Quando vê... já foi!

quinta. 16.ago.2007


Mulecagem

O meu terço se partiu,
se partiu bem na metade!
Perdi meu terço, ganhei dois cestos.

quinta. 9.ago.2007


Um poetrix de última hora

E aqui jaz.
Ao som de um jazz.
Desencane em paz.

domingo. 29.jul.2007


Humor instável

Hora estou feliz! Hora estou triste...
Tem horas que eu nem estou!
Deixe seu recado após o BIP.

4.jul.2007


Nudez às avessas

Há uma pessoa nua embaixo das nossas roupas.
E o pudor?
Êste já não o vejo desde faz muito tempo!

quarta. 31.mai.2007


Sabe o que eu acho?

Na verdade, não sei. Talvez. Assim.
Mas... quem sabe? Eu acho! Quer saber?
Então merece uma torta na cara.

domingo. 27.mai.2007


Revolução tecno-científica

Era escova. Era caneta.
Sorte dele:
Escovavescrevendo os dentes as idéias no papel no banheiro

domingo. 29.abr.2007


(Des)Memória

Sei que vou me esquecer.
Esquecer você? Esquecer o quê? Esquecer de quê?
Eu sabia, mas já me esqueci.

segunda. 26.mar.2007


Minhas Reticências...

Ponto. Dois-pontos: ponto-e-vírgula; ponto-e-vírgula;
Ponto de interrogação? Ponto de exclamação!
Ponto final.

sábado. 17.mar.2007


Extrapolando (um pouco) o poetrix

Tem gente que senta no banco amarelo do ônibus.
Eu não sento [no banco amarelo do ônibus].
Mas... Ah! Eita banco gostoso de sentar!

segunda. 5.mar.2007


Poetrix de Poetrix

É uma coisa. Coisa que balanga o coração.
A coisa é poetrix.
Poetrix é floquinho de emoção.

quinta. 1.mar.2007


Poetrix

Um terceto com até trinta sílabas poéticas e título.
Mas que gozo!
Mas que rápido!

Um teste

Testando a fórmula da alegria,
doutor deu cambalhota e sorriu:
(explosão!) a sala ficou cheia de flores.

A fita vermelha

A minha fita vermelha
fabrica e fabula suas fáceis façanhas.
A minha fita vermelha.

As gentes daquele tempo

Tem gente aí? Nem não tem.
Tem gente aqui? Nem não tem.
Cadê todo o mundo? Foram-se pro Paraguai.

Um uso peculiar

O Tudo e o Nada dirão-se no primeiro verso, os outros, pobres deles, ficarão assim:
curtinho
curtinhos.

Grande Cidade

Ela é soberana. Não há nada além da Grande Cidade.
Nunca vi tanta besteira,
nunca vi tanta verdade.

domingo. 11.fev.2007

Um comentário:

Artigas disse...

Dantas meu amigo!
você é muito inteligente e criativo sabia!
isso tudo aí não tem precedentes não!