29.jun.2008 - Domingo
Saída de São Paulo – São Paulo – Brasil pela manhã. Chegamos a Curitiba – Paraná pela tarde, fim de tarde. Um de tarde tão tarde que só por caridade não perdemos o almoço. Viajamos minha mãe, meu pai, a Isis e eu, de carro mesmo; o tempo está bom. Algumas nuvens, frio agradável. O céu não está de todo sorrisos, mas as pessoas são bastante gentis.
No fim de tudo choveu. Conhecemos o Jardim Japonês.
30.jun.2008 - Segunda
Apesar de tudo, o tempo está nublado com cara de jiló. O almoço é bem servido e os tubos, serviço de ônibus de Curitiba, são confusamente confiáveis. Batemos as primeiras fotos e já as descarregamos.
01.jul.2008 - Terça
Dia amanheceu frio, mas me parece que este frio será quente perto do que estamos a enfrentar. A Isis apresenta um quadro clínico de "derzisse aguda". É que ela é meio der..., mesmo.
Pegamos o primeiro ônibus da viagem às 9h15min; saímos de Curitiba e vamos para Florianópolis, expectativa de chegada às 14h15min, com 5 paradas. Deixo para trás os pais e a tia, em cuja casa estávamos confortavelmente hospedados.
Hoje foi o dia do ano em que comi salsicha.
02.jul.2008 - Quarta
Paralisação de ônibus com um tempo agradável em Floripa – Santa Catarina. Tivemos que atravessar o estreito pela ponte, a pé. Parece que os ônibus não voltarão hoje. E as praias? Só amanhã.
Voltamos mais cedo e o fim de tarde foi a TV. Estamos hospedados na casa de grandes amigos, são do movimento. Saímos de noite, conhecemos a beira-mar e a praia Jurerê Internacional: onde as coisas de fato acontecem. Com certeza alguém deve se divertir alí, mas ninguém no inverno. Salvo os bares que exibiam Fluminense x LDU, todo o resto estava fechado. Comemos ostras, ou melhor, comi ostras.
03.jul.2008 - Quinta
Hoje sairemos de Floripa no ônibus das 23h rumo POA.
Tempo ameaça chuva e ainda não há bumba, assim, ficamos com mais um dia à toa na cidade. Conhecemos a beira-mar. Bastante bonita.
Eis mais uma cidade para a qual teremos que voltar.
Bem legal os "pássaros" caçando (pescando) na praia.
- poucas fotos -
04.jul.2008 - Sexta
Porto Alegre – Rio Grande do Sul. Caro. Muito caro se um pretende manter o padrão paulista de se comer: esqueça pão de queijo com suco de laranja. Pelo menos tem ônibus, apesar de não termos usado nenhum. O esquema de dormir no ônibus mostrou-se deveras econômico, mas ficamos quebrados o dia inteiro, dormindo pelos cantos, inclusive em um salão de beleza (e na Casa da Cultura Mário Quintana). Fomos um pouco sem-teto.
Pela primeira vez me pediram dinheiro. POA é uma cidade industrial feia que possui muitos milicos por aí, fardados ou não.
Após um dia camelando, sem banho, minhas roupas já começam a me incomodar. Acredito que estou quite com o Rio Grande do Sul, a não ser por uma vontade oculta de visitar as serras gaúchas em um retiro espiritual.
Dentro em breve sairemos do país. Cruzar a fronteira a pé.
- O guia que levo comigo possui um atraso de 20% nos seus preços -
Comprei uma toca e não agüento mais carregar a mochila.
05.jul.2008 - Sábado
Primeira vez que saímos do país. Conhecemos o Uruguai. Grandes coisas. Chuy é uma cidade tão boa quanto o Chuí. Um calor de farwest. Churrascarias em todos os cantos, num ar que mescla a fronteira: não se sabe se se está no Brasil ou em Uruguai. Acho que a única coisa que muda é que um lado fala mais espanhol que outro (apesar de que ninguém pode dizer qual é qual).
Muitas charretes. Ficamos em um hotelzinho. Riviera.
Já compramos todas as passagens que precisávamos. Bauru com hamburguer, salada, ovo. Isso porque foi o simples...
Aqui todos os sucos, apesar do frio pela noite, levam gelo.
- Oficialmente gripado -
06.jul.2008 - Domingo
Fomos a Punta del Diablo. O dia estava ensolarado, mas não muito quente. Chuí é uma cidade pequena e Chuy também.
Punta é um balneário bem legalzinho e deserto. Hoje já tomaremos o ônibus para Montevideo. O povo é ainda bem receptivo e o stress de São Paulo, ainda presente em nossas mentes, vai aos poucos se mostrando infrutífero: as pessoas estão de boa de não querem sempre maximizar, racionalizar, individualizar e passar a pena.
O homoeconomicus é vivo nas grandes cidades - quiçá - .
Já me desgripei, basicamente.
07.jul.2008 - Segunda
Em Montevideo. Chovia no início do dia, mas agora (pós-almoço) faz sol. É uma pena que esta cidade não se beneficie tanto dos ganhos dinâmicos de escala: ela tinha de tudo para ser supimpa. As pessoas são mais sussas que em São Paulo e o guia está completamente desatualizado. Come-se bem e caro, não é uma opção gastar pouco. A água - dita mineral - é com gás, sempre.
Montevideo é uma boa cidade, dá vontade de ficar pra sempre, mas não sei se é a cidade ou se é o "estado de férias" que faz isso com a gente.
- Amanhã passaremos em Punta del Este - em bicicletas.
08.jul.2008 - Terça
Punta del Este. Amanheceu neblina em Montevideo. Mas em PDE o céu estava límpido e o sol raiava, o que não deixava o dia menos frio por causa do vento do mar.
O mar confunde-se com o rio.
Alugamos bicicletas após duas horas de ônibus.
PDE é uma cidade bem interessante; fantasma no inverno, mas feita para explodir no verão. Taxis Mercedes, grandes casas e apartamentos.
Porque o Brasil não é assim?
- Ninguém ia roubar duas bicicletas enferrujadas alugadas -
09.jul.2008 - Quarta
Hoje vimos mais turistas que nunca. Repassamos os pontos históricos do centro com a máquina fotográfica. Acredito que Montevideo não nos deve mais nada. Ainda vou procurar o "candomblé", mas... ai que preguiça.
Agora vejo que a cidade é de fato mais barata que São Paulo, levemente mais barata: não dá pra ganhar uma grana, mas se pode economizar bastante.
O hotel em que estamos funciona num esquema bastante familiar. Pelo menos três gerações da família tomam conta do lugar.
10.jul.2008 - Quinta
Partimos hasta Colônia (o hotel ficou mais caro que pensávamos). Boas paisagens.
Nos estrepamos por não ter feito a "migração" em Chuí. Acho que o Urugua, suposto guarda, embolsou 90 pilas (R$) que foi a suposta multa, mas... tudo bem... é a vida.
Visitamos Colônia. Grandes coisas. O barco é bem quente. Chegamos de noitão em B.A. - Argentina e nem temos plata para el taxi... e lá vamos nós.
O taxista aceitou os dólares e deu troco em pesos. 6 pesos. Este foi o nosso único dinheiro argentino por muito tempo. Estava complexo conseguir um hostel. Fomos a 4, todos lotados. Ainda bem que o quinto não estava.
Dividimos o quarto com Troy, um australiano bem louco.
11.jul.2008 - Sexta
Buenos Aires 01
Tempo "bom", perto do que já encontramos. Pior que em MVD, melhor que em POA. Chuvas hiper-relâmpagos.
Fomos até a Av. de mayo, Av. Corrientes, obelisco, casa rosada, compramos a passagem para Mendoza, visitamos o cemitério da Ricoleta e mais umas praças sem importância.
Não consegui fazer o câmbio dos meus reais. Puta burocracia: na primeira eu era pobre de mais, na segunda, muito jovem.
12.jul.2008 - Sábado
Buenos Aires. Bons ares em Buenos Aires. Conhecemos La Boca, o estádio do Boca Juniors, "el caminito" e Puerto Madero (muito bom, por sinal: fiquei bem impressionado). Também fizemos a praça de maio pela noite.
Estamos bem cansados e dormimos pacas. Não consigo sacar dinheiro, nem falar com o fone-fácil-bradesco, nem entrar na internet, ou seja, tá russo. Já devo uma grana para a Isis: espero que na segunda tudo possa se resolver.
Não agüento mais comer bife a milanesa. Acho que minha letra mudou: não estou mais apertando tanto a caneta contra o papel. Stress?
Argentinos não manjam nada de pizza: pobres coitados.
13.jul.08 - Domingo
Buenos Aires - Palermo e arredores.
Palermo: bom bairro, menos rico que Ricoleta, mas igualmente bonitinho. Muitos parques, que se ligam por grandes avenidas, como se fossem um só, mas não são.
Parrilla Argentina: um churrasquinho de gato bem ruinzinho.
- O barato é caro, mas o caro é barato -
14.jul.08 - Segunda
Reconhecemos San Telmo, isso foi bom. Tempo bom, apesar de levemente mais frio que nos outros dias (mas nada de mais). Fomos ao cinema, o filme era dublado e meio sem graça (talvez por ser em espanhol e etc.).
Reconhecemos a Ricoleta e, desta vez, a Floralis Generalis. Esta é nossa última noite na cidade. - Cheio de idéias -
15.jul.08 - Terça
Último dia em B.A.
Nada de novo. Bom tempo. Um sol de doer. Partida para Mendoza num ônibus cama com TUDO incluso, até "camarero" exclusivo que servia a janta e café da manhã. Muito bom. Bela vista do amanhecer nos andes.
Épica saída do hostel, em meio a uma manifestação de caminhoneiros e outros pró-governo. Tudo paralisado, estado de guerra para chegar até o metrô (que, incrivelmente mantinha-se aberto). Realmente emocionante esquecer o óculos no banheiro e ter de fazer a maratona toda de novo.
16.jul.08 - Quarta
Mendoza- chegada pela manhã.
Breve conhecimento da cidade ridícula e estranha. Programado o que fazer: segura peão.
Dormir a tarde de montão e, ao chegar, dar um peculiar passeio pela cidade à caça de hotéis com mochilas nas costas para salvar o Ar$$ do taxi. Isso cansa.
Pelo menos achamos um hotel barato.
17.jul.08 - Quinta
Medonza - Cânion del Atuel
Lindas paisagens de vã. Sem tempo para escrever. Dia forte e bom. Noite fria.
- Hot day -
O cânion foi esculpido nas rochas há muito tempo e, agora, águas azuis, foi feito uma represa para gerar energia, poupar água e regular o Atuel, riozinho.
Se se fosse no Brasil haveria o povo tomando banho de sol, mas como é em Argentina, então é uma água fria do capeta e o máximo que se hace é sacar umas fotos.
18.jul.08 - Sexta
Alta Montanha em microbus.
Passeio turístico clássico. Velhos, crianças, gringos e, claro, brasileiros.
Ponte do Inca (puente del inca); mirador del Aconcágua (que deu pra ver pouquinho, mas que, no verão, a cidade deve bombar de escaladores (até eu quereria escalar)) e uma estação de esqui (penitentes). Interessante pelas cidadezinhas: Uspallata; Penitentes; Las vacas; Las Cuevas. Chiquititas às margens do Rio Mendoza e dos trilhos do ferrocarril desativado. Escombros de 1934 que não foram retirados e que, agora, como tudo, prestam ao turismo "fora de época".
Dia bom, pouco nublado.
19.jul.2008 - Sábado
Dia livre pela cidade de Mendoza, fizemos pouca coisa; quiçá nada. Isis com di.
20.jul.2008 - Domingo
Fuso horário de uma hora em nossa cabeça. Agora, pelo menos, não amanhece às 8h. A viagem foi boa, a partir do Chile a descida da cordilheira é épica. A parte Argentina não dá nem graça. Revimos o Aconcágua, agora sem nuvens; a Isis dormia nesta hora.
Sem problemas com a imigração.
Conhecemos o Eduardo, o Mário e o Christian. Boas gentes. Nunca vi meus pés tão brancos.
21.jul.2008 - Segunda
1o dia efetivo em Santiago. A cidade tem várias comidas-chinas; fuentes de soda; serragem na porta de algumas lojas. A rua peatonal tem caixas de som que nos seguem. Santiago só tem uma rua.
22.jul.2008 - Terça
Meu aniversário
Saída de São Paulo – São Paulo – Brasil pela manhã. Chegamos a Curitiba – Paraná pela tarde, fim de tarde. Um de tarde tão tarde que só por caridade não perdemos o almoço. Viajamos minha mãe, meu pai, a Isis e eu, de carro mesmo; o tempo está bom. Algumas nuvens, frio agradável. O céu não está de todo sorrisos, mas as pessoas são bastante gentis.
No fim de tudo choveu. Conhecemos o Jardim Japonês.
30.jun.2008 - Segunda
Apesar de tudo, o tempo está nublado com cara de jiló. O almoço é bem servido e os tubos, serviço de ônibus de Curitiba, são confusamente confiáveis. Batemos as primeiras fotos e já as descarregamos.
01.jul.2008 - Terça
Dia amanheceu frio, mas me parece que este frio será quente perto do que estamos a enfrentar. A Isis apresenta um quadro clínico de "derzisse aguda". É que ela é meio der..., mesmo.
Pegamos o primeiro ônibus da viagem às 9h15min; saímos de Curitiba e vamos para Florianópolis, expectativa de chegada às 14h15min, com 5 paradas. Deixo para trás os pais e a tia, em cuja casa estávamos confortavelmente hospedados.
Hoje foi o dia do ano em que comi salsicha.
02.jul.2008 - Quarta
Paralisação de ônibus com um tempo agradável em Floripa – Santa Catarina. Tivemos que atravessar o estreito pela ponte, a pé. Parece que os ônibus não voltarão hoje. E as praias? Só amanhã.
Voltamos mais cedo e o fim de tarde foi a TV. Estamos hospedados na casa de grandes amigos, são do movimento. Saímos de noite, conhecemos a beira-mar e a praia Jurerê Internacional: onde as coisas de fato acontecem. Com certeza alguém deve se divertir alí, mas ninguém no inverno. Salvo os bares que exibiam Fluminense x LDU, todo o resto estava fechado. Comemos ostras, ou melhor, comi ostras.
03.jul.2008 - Quinta
Hoje sairemos de Floripa no ônibus das 23h rumo POA.
Tempo ameaça chuva e ainda não há bumba, assim, ficamos com mais um dia à toa na cidade. Conhecemos a beira-mar. Bastante bonita.
Eis mais uma cidade para a qual teremos que voltar.
Bem legal os "pássaros" caçando (pescando) na praia.
- poucas fotos -
04.jul.2008 - Sexta
Porto Alegre – Rio Grande do Sul. Caro. Muito caro se um pretende manter o padrão paulista de se comer: esqueça pão de queijo com suco de laranja. Pelo menos tem ônibus, apesar de não termos usado nenhum. O esquema de dormir no ônibus mostrou-se deveras econômico, mas ficamos quebrados o dia inteiro, dormindo pelos cantos, inclusive em um salão de beleza (e na Casa da Cultura Mário Quintana). Fomos um pouco sem-teto.
Pela primeira vez me pediram dinheiro. POA é uma cidade industrial feia que possui muitos milicos por aí, fardados ou não.
Após um dia camelando, sem banho, minhas roupas já começam a me incomodar. Acredito que estou quite com o Rio Grande do Sul, a não ser por uma vontade oculta de visitar as serras gaúchas em um retiro espiritual.
Dentro em breve sairemos do país. Cruzar a fronteira a pé.
- O guia que levo comigo possui um atraso de 20% nos seus preços -
Comprei uma toca e não agüento mais carregar a mochila.
05.jul.2008 - Sábado
Primeira vez que saímos do país. Conhecemos o Uruguai. Grandes coisas. Chuy é uma cidade tão boa quanto o Chuí. Um calor de farwest. Churrascarias em todos os cantos, num ar que mescla a fronteira: não se sabe se se está no Brasil ou em Uruguai. Acho que a única coisa que muda é que um lado fala mais espanhol que outro (apesar de que ninguém pode dizer qual é qual).
Muitas charretes. Ficamos em um hotelzinho. Riviera.
Já compramos todas as passagens que precisávamos. Bauru com hamburguer, salada, ovo. Isso porque foi o simples...
Aqui todos os sucos, apesar do frio pela noite, levam gelo.
- Oficialmente gripado -
06.jul.2008 - Domingo
Fomos a Punta del Diablo. O dia estava ensolarado, mas não muito quente. Chuí é uma cidade pequena e Chuy também.
Punta é um balneário bem legalzinho e deserto. Hoje já tomaremos o ônibus para Montevideo. O povo é ainda bem receptivo e o stress de São Paulo, ainda presente em nossas mentes, vai aos poucos se mostrando infrutífero: as pessoas estão de boa de não querem sempre maximizar, racionalizar, individualizar e passar a pena.
O homoeconomicus é vivo nas grandes cidades - quiçá - .
Já me desgripei, basicamente.
07.jul.2008 - Segunda
Em Montevideo. Chovia no início do dia, mas agora (pós-almoço) faz sol. É uma pena que esta cidade não se beneficie tanto dos ganhos dinâmicos de escala: ela tinha de tudo para ser supimpa. As pessoas são mais sussas que em São Paulo e o guia está completamente desatualizado. Come-se bem e caro, não é uma opção gastar pouco. A água - dita mineral - é com gás, sempre.
Montevideo é uma boa cidade, dá vontade de ficar pra sempre, mas não sei se é a cidade ou se é o "estado de férias" que faz isso com a gente.
- Amanhã passaremos em Punta del Este - em bicicletas.
08.jul.2008 - Terça
Punta del Este. Amanheceu neblina em Montevideo. Mas em PDE o céu estava límpido e o sol raiava, o que não deixava o dia menos frio por causa do vento do mar.
O mar confunde-se com o rio.
Alugamos bicicletas após duas horas de ônibus.
PDE é uma cidade bem interessante; fantasma no inverno, mas feita para explodir no verão. Taxis Mercedes, grandes casas e apartamentos.
Porque o Brasil não é assim?
- Ninguém ia roubar duas bicicletas enferrujadas alugadas -
09.jul.2008 - Quarta
Hoje vimos mais turistas que nunca. Repassamos os pontos históricos do centro com a máquina fotográfica. Acredito que Montevideo não nos deve mais nada. Ainda vou procurar o "candomblé", mas... ai que preguiça.
Agora vejo que a cidade é de fato mais barata que São Paulo, levemente mais barata: não dá pra ganhar uma grana, mas se pode economizar bastante.
O hotel em que estamos funciona num esquema bastante familiar. Pelo menos três gerações da família tomam conta do lugar.
10.jul.2008 - Quinta
Partimos hasta Colônia (o hotel ficou mais caro que pensávamos). Boas paisagens.
Nos estrepamos por não ter feito a "migração" em Chuí. Acho que o Urugua, suposto guarda, embolsou 90 pilas (R$) que foi a suposta multa, mas... tudo bem... é a vida.
Visitamos Colônia. Grandes coisas. O barco é bem quente. Chegamos de noitão em B.A. - Argentina e nem temos plata para el taxi... e lá vamos nós.
O taxista aceitou os dólares e deu troco em pesos. 6 pesos. Este foi o nosso único dinheiro argentino por muito tempo. Estava complexo conseguir um hostel. Fomos a 4, todos lotados. Ainda bem que o quinto não estava.
Dividimos o quarto com Troy, um australiano bem louco.
11.jul.2008 - Sexta
Buenos Aires 01
Tempo "bom", perto do que já encontramos. Pior que em MVD, melhor que em POA. Chuvas hiper-relâmpagos.
Fomos até a Av. de mayo, Av. Corrientes, obelisco, casa rosada, compramos a passagem para Mendoza, visitamos o cemitério da Ricoleta e mais umas praças sem importância.
Não consegui fazer o câmbio dos meus reais. Puta burocracia: na primeira eu era pobre de mais, na segunda, muito jovem.
12.jul.2008 - Sábado
Buenos Aires. Bons ares em Buenos Aires. Conhecemos La Boca, o estádio do Boca Juniors, "el caminito" e Puerto Madero (muito bom, por sinal: fiquei bem impressionado). Também fizemos a praça de maio pela noite.
Estamos bem cansados e dormimos pacas. Não consigo sacar dinheiro, nem falar com o fone-fácil-bradesco, nem entrar na internet, ou seja, tá russo. Já devo uma grana para a Isis: espero que na segunda tudo possa se resolver.
Não agüento mais comer bife a milanesa. Acho que minha letra mudou: não estou mais apertando tanto a caneta contra o papel. Stress?
Argentinos não manjam nada de pizza: pobres coitados.
13.jul.08 - Domingo
Buenos Aires - Palermo e arredores.
Palermo: bom bairro, menos rico que Ricoleta, mas igualmente bonitinho. Muitos parques, que se ligam por grandes avenidas, como se fossem um só, mas não são.
Parrilla Argentina: um churrasquinho de gato bem ruinzinho.
- O barato é caro, mas o caro é barato -
14.jul.08 - Segunda
Reconhecemos San Telmo, isso foi bom. Tempo bom, apesar de levemente mais frio que nos outros dias (mas nada de mais). Fomos ao cinema, o filme era dublado e meio sem graça (talvez por ser em espanhol e etc.).
Reconhecemos a Ricoleta e, desta vez, a Floralis Generalis. Esta é nossa última noite na cidade. - Cheio de idéias -
15.jul.08 - Terça
Último dia em B.A.
Nada de novo. Bom tempo. Um sol de doer. Partida para Mendoza num ônibus cama com TUDO incluso, até "camarero" exclusivo que servia a janta e café da manhã. Muito bom. Bela vista do amanhecer nos andes.
Épica saída do hostel, em meio a uma manifestação de caminhoneiros e outros pró-governo. Tudo paralisado, estado de guerra para chegar até o metrô (que, incrivelmente mantinha-se aberto). Realmente emocionante esquecer o óculos no banheiro e ter de fazer a maratona toda de novo.
16.jul.08 - Quarta
Mendoza- chegada pela manhã.
Breve conhecimento da cidade ridícula e estranha. Programado o que fazer: segura peão.
Dormir a tarde de montão e, ao chegar, dar um peculiar passeio pela cidade à caça de hotéis com mochilas nas costas para salvar o Ar$$ do taxi. Isso cansa.
Pelo menos achamos um hotel barato.
17.jul.08 - Quinta
Medonza - Cânion del Atuel
Lindas paisagens de vã. Sem tempo para escrever. Dia forte e bom. Noite fria.
- Hot day -
O cânion foi esculpido nas rochas há muito tempo e, agora, águas azuis, foi feito uma represa para gerar energia, poupar água e regular o Atuel, riozinho.
Se se fosse no Brasil haveria o povo tomando banho de sol, mas como é em Argentina, então é uma água fria do capeta e o máximo que se hace é sacar umas fotos.
18.jul.08 - Sexta
Alta Montanha em microbus.
Passeio turístico clássico. Velhos, crianças, gringos e, claro, brasileiros.
Ponte do Inca (puente del inca); mirador del Aconcágua (que deu pra ver pouquinho, mas que, no verão, a cidade deve bombar de escaladores (até eu quereria escalar)) e uma estação de esqui (penitentes). Interessante pelas cidadezinhas: Uspallata; Penitentes; Las vacas; Las Cuevas. Chiquititas às margens do Rio Mendoza e dos trilhos do ferrocarril desativado. Escombros de 1934 que não foram retirados e que, agora, como tudo, prestam ao turismo "fora de época".
Dia bom, pouco nublado.
19.jul.2008 - Sábado
Dia livre pela cidade de Mendoza, fizemos pouca coisa; quiçá nada. Isis com di.
20.jul.2008 - Domingo
Fuso horário de uma hora em nossa cabeça. Agora, pelo menos, não amanhece às 8h. A viagem foi boa, a partir do Chile a descida da cordilheira é épica. A parte Argentina não dá nem graça. Revimos o Aconcágua, agora sem nuvens; a Isis dormia nesta hora.
Sem problemas com a imigração.
Conhecemos o Eduardo, o Mário e o Christian. Boas gentes. Nunca vi meus pés tão brancos.
21.jul.2008 - Segunda
1o dia efetivo em Santiago. A cidade tem várias comidas-chinas; fuentes de soda; serragem na porta de algumas lojas. A rua peatonal tem caixas de som que nos seguem. Santiago só tem uma rua.
22.jul.2008 - Terça
Meu aniversário
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