16.3.09

Dantas explica: Soneto da Fidelidade

Soneto da Fidelidade - out.1939 - Vinícios de Morais
(poeminha) - (data em que foi feito) - (autor)

De tudo, ao meu amor serei atento
(Eu serei um cara fiel)
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
(serei um cara fiel mesmo!, tão fiel que)
Que mesmo em face do maior encanto
(quando uma gostosa passar na rua)
Dele se encante mais meu pensamento.
(eu goste mais é da minha mulher.)

Quero vivê-lo em cada vão momento
(Quero curtir cada segundinho dessa paixão)
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
(e vou contar pros meus trutas!)
E rir meu riso e derramar meu pranto
(pra dar risada e chorar minhas mágoas)
Ao seu pesar ou seu contentamento.
(quando tiver coisa ruim e quando tiver coisa boa.)

E assim, quando mais tarde me procure
(Porque assim, depois de uma cota)
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
(quando eu estiver para bater as botas)
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
(ou quando eu já não estiver amando)

Eu possa dizer do amor (que tive):
(eu poderei contar que o meu amor)
Que não seja imortal, posto que é chama
(não foi um highlander, que só morreu porque se cortou a cabeça)
Mas que seja infinito enquanto dure.
(mas que foi do tamanho de um bonde enquanto existiu.)

domingo. 15.mar.2009

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